"Os moinhos não são apenas um dos mais pitorescos adornos da paisagem. Eles representam também, com a sua engrenagem de moenda ao mesmo tempo muito singela e muito elaborada, a forma mais evoluída de um sistema primitivo de trituração dos grãos de cereal entre duas pedras (...) ao qual se adaptou mais tarde um engenho motor, que substituiu a força do braço pela acção das correntes de água ou do vento".

Os moinhos de água foram introduzidos no actual território português pelos romanos como provam os vestígios materiais encontrados. Difundiram-se em larga escala, nos séculos seguintes, por influência dos «senhores» quer laicos quer religiosos. Este investimento senhorial em moinhos hidráulicos está associado por um lado à emancipação e êxodo dos camponeses e por outro ao movimento das arroteias, ou seja à expansão das áreas agrícolas.

Em Portugal encontram-se dois tipos de moinhos de água, os de roda horizontal ou rodízio, denominados de azenhas do árabe acenia. De roda horizontal são também os moinhos de maré, menos frequentes no espaço português.