Anda cá saco
sete maquias te rapo.
Uma por te levar,
outra por te trazer,
outra para o burro comer.
Vem a Maria tira a maquia.
Vem o João tira o quinhão.
Vem a mulher, tira o que ela quiser.
Vem o criado, jura por quantos diabos há:
- Esse saco ainda não está maquiado!
- Vai saco para aquele canto!
Tira outro tanto.
Se não fosse por me envergonhar,
até o baraço te havia de tirar,
para o moleiro guardar

  Deus te salve, saco:
  Primeiro vai a minha Maria,
  Tira a maquia,
  Depois vai a minha mulher,
  Tira o que quer,
  Depois vai lá a minha lnácia,
  É uma desgraça,
  E eu se não fosse pelas contas que tenho a dar,
  Nem o saco ao dono havia de mandar.

  Vai o Manei e tira a que quer.
  Vai a Maria e tira a maquia.
  Diz a mãe p'ra filha: mais uma mão cheia que é p'ra luz da nossa candeia;
  E o pai ao filho: mais quatro punhados que já não dá milho!
  Vai pr'aí oh saco!!!
  Uma que eu te tiro, outra que eu te rapo.
  Se não fosse p 'las contas que havia de dar.
Nem ao dono te iria levar.